Você sabe como cuidar bem das suas unhas?

Você gosta de ter mãos e pés bem tratados? Então fique atenta porque ter estilo é importante, mas as unhas requerem cuidados especiais, sobretudo após os 50. “A menopausa funciona como um divisor de águas e afeta a reparação das células. O efeito mais comum é o ressecamento e a descamação das unhas e, muitas vezes, ocorrem rachaduras porque elas ficam mais finas e frágeis”, afirma a dermatologista Graziela Leta.

A médica explica que o enfraquecimento das unhas é uma das queixas mais frequentes de mulheres após a menopausa por causa da baixa hormonal e da perda de hidratação. Por tudo isso, elas passam a ter mais dificuldade na reparação das unhas, que tendem a crescer mais lentamente. “É o que chamamos de envelhecimento intrínseco”, resume a doutora. Ela  lembra ainda que é comum o aparecimento de ondinhas em cima da unha, num fenômeno conhecido como onicorrexe. E, muitas vezes, ocorrem fissuras, tornando as unhas quebradiças.

Unhas no estilo sapatilha de bailarina - Creative Commons

Unhas no estilo sapatilha de bailarina – Foto de divulgação

Para quem gosta de manter as unhas tratadas (esmaltadas ou não), há algumas regras a serem observadas. Não apenas quando se vai ao dermatologista, mas também em casa e no salão de beleza. A doutora Graziela alerta: “Não é recomendado lixar sobre as unhas porque elas ficam ainda mais finas e perdem sua proteção natural”.  “Uma boa opção é hidratar as unhas e usar esmaltes hidrossolúveis para protegê-las ou selantes, que são produtos mais aquosos”, diz ela.

Numa ida à farmácia é possível encontrar opções para um tratamento especial, como o gel fortalecedor Onicut, do laboratório Biolab, ou o esmalte hidrossolúvel Betalfratus, do laboratório espanhol Isdin. Não são produtos baratos. O primeiro custa em torno de R$ 60 e o segundo, por volta de R$ 95. Os produtos devem ser passados duas ou três vezes ao dia e é preciso não molhar as mãos/pés por cerca de 30 minutos. Uma dessas aplicações pode ser feita à noite, explica a doutora.

Linha de produtos Granado para unhas / Foto de divulgação

Linha de produtos Granado para unhas / Foto de divulgação

No mercado, há ainda opções para quem quer cuidar das cutículas, como o creme ou a cera para cutículas da Granado, com preços que variam entre R$ 18 e R$ 25. Outra opção é o Bepantol. Mas a dermatologista alerta: “Recomendamos cutilar pouco porque, cada vez que se tira a cutícula mais profundamente, reduz-se a proteção da matriz ungueal”.

Para quem usa produtos químicos no seu dia a dia, como detergentes ou desinfetantes, a recomendação é usar luvas para se proteger.

Óleos de cravo ou produtos à base de casco de cavalo ajudam a proteger as unhas? A doutora responde com franqueza: “Não há comprovação científica, mas muitas pacientes chegam ao consultório e dão um retorno positivo do uso desses produtos”, afirma.

O ideal é tirar o esmalte pelo menos 24 horas antes de se aplicar outro, alerta a doutora. E, de jeito algum, deixar o esmalte por duas semanas direto, por exemplo. “Melhor seria ficar no meio a meio, ou seja, ter a unha pintada metade do mês e outra metade sem pintar, mas nunca deixar 15 dias ininterruptos”, afirma ela, acrescentando que o ideal é optar por esmaltes hipoalergênicos, que têm menos agressores e aqueles com menos pigmentos.

“Algumas pessoas têm, naturalmente, unhas mais fortes, pela sua genética, mas estamos falando de cuidados gerais. Outro fator que agrava o enfraquecimento das unhas é o hipotireoidismo, também muito comum nessa idade”, explica a médica.

Graziela Leta lembra da importância de uma boa alimentação para a saúde das unhas. Recomenda o consumo de produtos que forneçam silício e enxofre, como é o caso de brócolis e couve-flor, e sugere o uso de reposição com suplementos ricos em biotina.

E o que ela tem a dizer sobre o acrigel, tão usado pelas mulheres que querem manter unhas uniformes e grandes? “É uma solução rápida para quem está com a unha em mau estado, mas faz muito mal e causa traumas. Se a unha ficar encoberta por muito tempo, tende a enfraquecer ainda mais”, alerta.

Cuidados médicos à parte, o que dizer do estilo?  Sou suspeita para falar. Adoro cores fortes, embora, vez por outra, lance um nude ou um rosinha claro. Uso esmaltes azuis desde quando não se usavam esmaltes azuis por aqui. Eram importados.

Cores fortes para mulheres de atitude. Foto de Paulo Cavalcante

Cores fortes para mulheres de atitude. Foto de Paulo Cavalcante

Alexandre Monteiro, designer de unhas há dez anos, diz que não vê motivos para a mulher madura limitar suas escolhas às cores claras ou ao tradicional vermelho. “Às vezes, a mulher tem receio de mudar e eu tento influenciar para dar um up no visual”, diz ele, emendando que considera os nudes clássicos e muito elegantes. Mas os tons fortes têm vez. Agora, na primavera, por exemplo, ele recomenda os verdes e azuis. E as unhas decoradas? “Estão fora de moda”, sentencia.

Para quem prefere e consegue manter as unhas compridas, o que ele sugere? “Gosto muito dos modelos sapatilha de bailarina e do stiletto, em que a ponta é mais fina e bicuda”, afirma Alexandre. Sobre a polêmica do acrigel, ele diz que este ainda é muito procurado pelas mulheres, mas alerta que é preciso fazer manutenção a cada 15 dias. Ah, sim, uma alimentação balanceada e o uso de bases fortalecedoras também estão entre as suas dicas.

Cristina Alves

Cristina Alves

Tem um gostinho especial por trabalhar em equipe. Carioca, criada no Méier, subúrbio do Rio, tem experiência de mais de 25 anos de jornalismo diário. Participou da cobertura e/ou edição de todos os planos de estabilização do Brasil pós-redemocratização. Sua relação com o jornalismo econômico começou quando era “foca” no “Jornal do Commercio” e ainda cursava a Escola de Comunicação da UFRJ, onde se graduou. Fez especialização em Políticas Públicas na UFRJ e tem MBA de Petróleo e Gás pela Coppe-UFRJ. Trabalhou ainda no “Jornal do Brasil” e em “O Globo”, onde foi editora de Economia entre 2007 e 2014, depois de atuar como repórter e subeditora. Cobriu por diversas vezes o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Desenvolveu diversos produtos editoriais para plataformas impressa e digital. Hoje, é sócia da empresa Nau Comunicação. Casada, é mãe de João e Antônio. Adora mergulhar num bom livro.

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