Mulheres no Caminho: o que levar na mochila para Santiago

Para fazer a peregrinação à Santiago de Compostela é preciso ter uma mochila para caminhadas e escolher muito bem o que levar. O peso aumenta o esforço. Então, leve poucas roupas, saco de dormir, chinelos, medicamentos… veja as dicas do Mulheres50mais para as peregrinas que decidiram, como nós, percorrer os 800 Km do Caminho Francês, partindo da cidade de Saint-Jean-Pied-de-Port.  Assista o vídeo e veja o check list com as sugestões.

 

O que levar para a peregrinação a Santiago de Compostela

Básico

Mochila para trilhas longas (35l+10l, ou menor)

Mochila pequena e leve (para levar no avião e usar para carregar roupas e toalha quando for tomar banho)

Bastões de caminhada (marcar com decalques ou algo que o identifique)

Capa de chuva (que cubra também a mochila)

Porta-dólar

Pochete para usar durante a caminhada (levar celular, credencial do peregrino, guia)

Chapéu com abas ou boné com protetor solar (do tipo legionário para proteger o pescoço do sol)

Canga e/ou tapete de yoga (bom para se sentar, deitar, meditar ou fazer alongamento, opcional)

Saco de dormir (levar também TNT para forrar a cama, opcional)

Toalha de banho (tipo esportiva ou com pano de fralda, que secam rápido)

Bandana multiuso (no Brasil, marca EcoHead)

Botas de caminhada ou tênis (um ou dois números acima do seu, com amortecimento)

Sandálias do tipo papete

Chinelos

Roupas (variações de acordo com a época do ano)

2 calças compridas esportivas (sendo uma que se transforma em bermuda)

3 camisas com protetor solar (2 de manga curta e 1 de manga comprida)

1 conjunto de roupa térmica (calça + blusa)

1 casaco, de preferência impermeável

3 pares de meias grossas

2 tops

3 calcinhas

(pode acrescentar uma bermuda fina de malha para dormir)

Acessórios fundamentais

Passaporte

Cartão do seguro saúde

Credencial do peregrino

Guia do Caminho (pode ser impresso ou digital, já baixado no celular)

Celular + carregador (bom levar um Benjamin) + cartão de memória (se pretender usar muito para fotografar e se conectar à internet, levar também um carregador portátil)

Lanterna com luz vermelha e normal, de prender na cabeça + pilhas

Fone de ouvido

Se usar óculos, caixa de óculos com lenço próprio para limpar lentes (normalmente, não há mesas de cabeceira nos albergues, é bom proteger os óculos)

Caderneta + caneta para escrever

Acessórios muito importantes

Tampões de ouvido

Alfinetes de fralda grandes (servem de pregador)

Elásticos para os cabelos

Máscara para os olhos (ajuda no avião e nos albergues)

Lenços umedecidos par bebês (muito versáteis, melhor que álcool gel)

Porta-moedas

 Higiene pessoal/saúde

Creme ou gel para hidratação dos pés (vaselina ou à base de vaselina; pode ser Vasenol, Creme protetor para calos e bolhas da Granado ou de massagem, com cânfora; há quem use Vick Vaporub)

Micropore (para ser colocado sobre partes vermelhas dos pés, que podem evoluir para bolhas, ou sobre as bolhas já tratadas, para caminhar)

Kit para tratamento de bolhas (agulha fina com linha + antisséptico)

Filtro solar (embalagem pequena)

Protetor labial ou batom

Desodorante (se funcionar para você, Polvilho antisséptico Granado, pesa menos)

Escova + pasta de dentes (procure tubo pequeno, com tampa que permita recarrega-lo, encontrada em kits de viagem) + fio dental

Sabonete de glicerina ou de coco (procure um que possa ser usado no corpo e para lavar roupas)

Pequeno frasco de xampu (se conseguir lavar os cabelos com o sabonete, melhor)

Cortador e lixa de unhas

Aparelho para depilar + pedaço de pedra Umes

Medicamentos

Remédios de uso contínuo que você precisa (se dependerem de prescrição, leve receita médica junto)

Analgésico que costuma usar

Se precisar de um antisséptico, especialmente no caso de ter bolhas, compre na Espanha Betadine gel, que tem iodo

Se for o caso, colírio, descongestionante nasal, antialérgico, anti-inflamatório, etc..

 

Claudia Lima

Claudia Lima

Começou a vida de repórter em 1988 no jornal “O Dia”, meses depois de formada pela UFRJ. Em 12 anos na empresa, aprendeu o ofício, ganhou experiência e prêmios de reportagens em equipe, como o Líbero Badaró 1998, com a série “Morte em nome da Lei”. Foi repórter sênior no “Jornal do Brasil” e escreveu para as revistas “Conjuntura Econômica” da FGV/RJ e da Petrobras. Desde 2002, atua na comunicação do serviço público. Primeiramente, na Secretaria de Fazenda da Prefeitura do Rio e hoje trabalha na Fiocruz. Em 2015, publicou o livro “O Inca Voluntário e suas histórias: a força da solidariedade”. Filha de pai mineiro e mãe alagoana, nasceu e vive na cidade do Rio de Janeiro, mas sempre foi mais de montanha que de praia. Não dispensa um bom papo, adora longas caminhadas e acha o bom humor fundamental para se viver.

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