Aids cresce entre mulheres
com mais de 50

O número de casos de Aids em mulheres com mais de 50 anos está aumentando no Brasil. Sem o risco de engravidarem, muitas optam por não usar preservativo durante a relação sexual e acabam infectadas por HIV. Ou acabam cedendo aos parceiros por acreditar que estão menos expostas ao risco simplesmente porque reduziram sua atividade sexual. Engano. Entre 2004 e 2013, três grupos etários de mulheres registraram aumento de detecção de Aids no Brasil: adolescentes, de 15 a 19 anos, com crescimento de 10,5%; mulheres de 55 a 59 anos, com 24,8%; e, acima de 60 anos, a maior taxa no período, de 40,4%. Nas demais faixas etárias, houve queda ou estabilidade. Os números são oficiais e constam do Boletim Epidemiológico HIV-Aids, de 2014.

Só em 2014, foram 13,7 detectadas com Aids para cada 100 mil mulheres. Entre as de 50 a 54 anos, o número foi bem maior: de 20,4. Entre as que têm de 55 a 59 anos, ficou em 18,1, também acima da média nacional. Apenas entre as que têm 60 anos ou mais, a taxa foi menor, de 6,7 por 100 mil.

Dra Valéria Gomes do Hospital do Fundão: "Raramente tínhamos pacientes com HIV/Aids nessa faixa de idade. Mas, de de dez anos para cá, esse quadro vem mudando/ Fotos: Ana Lúcia Araújo

Dra. Valéria Gomes do Hospital do Fundão: “Raramente tínhamos pacientes com HIV/Aids nessa faixa de idade. Mas, de dez anos para cá, esse quadro mudou. / Fotos: Ana Lúcia Araújo

“A geração com mais de 50 anos não tem o hábito de usar o preservativo. Elas viveram uma fase em que a pílula anticoncepcional era largamente usada e, por isso, acreditavam já ter proteção suficiente para evitar a gravidez. Não tinham preocupação com as doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, são de um tempo em que não havia educação sexual nas escolas”, afirma Valéria Ribeiro Gomes, médica infectologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (da UFRJ, na Ilha do Fundão) e professora de infectologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj.

“Às vezes, as pessoas pensam que, por serem mais velhas, têm menos chance de se infectar. Precisamos insistir que HIV/Aids não tem cara. É preciso se prevenir”, resume Luiz Fernando Cabral Passoni, médico do Serviço de Doenças Infecto-Parasitárias (DIP) do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) e do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião.

“A sexualidade das mulheres mais velhas ainda é tabu e, por isso, elas têm vergonha de negociar o uso do preservativo com seus parceiros. Elas precisam ter instrumentos e incentivo para cuidar melhor da sua sexualidade”, afirma Georgiana Braga-Orillard, diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) Brasil. Ela destaca ainda que tem havido aumento do número de testagens no país, o que, indiretamente, também produz um número maior de diagnósticos. Veja aqui a lista de Centros de Testagem Anônima no Rio.

“Existe uma falsa ideia de que se a pessoa é mais velha ela tem menos risco  e está mais protegida”, diz a diretora da Unaids, lembrando que o Brasil, nos últimos anos, tem investido mais em acesso a medicamentos e testagens, mas precisa avançar nas políticas de prevenção.

Georgiana Braga-Orillard, Unaids / Foto: Divulgação

Georgiana Braga-Orillard, Unaids / Foto: Divulgação

“As políticas não são voltadas para esse público e hoje sabemos que a mulher de 50 tem uma vida sexual ativa. Há um número maior de mulheres de mais idade em novas relações, como por exemplo as divorciadas, e, por isso, é preciso negociar o uso do preservativo”, afirma Georgiana Braga-Orillard.

 

Ela reconhece que a camisinha feminina dá mais autonomia para as mulheres se protegerem sem depender da boa-vontade dos parceiros, mas ainda há muita resistência em relação a esse método.

Em agosto, o UNaids Brasil lançou a campanha #EuAbraço, nos live sites do Porto Maravilha e do Parque Madureira, no Rio de Janeiro, com oficinas, distribuição de preservativos para homens e mulheres e Georgiana observou que muitas pessoas mais velhas buscavam as camisinhas. “Precisamos discutir que as mulheres de 50 estão ocupando mais espaços, estão empoderadas. Mas, paradoxalmente, elas não têm comando sobre a sua vida sexual. Além disso, precisamos discutir as vulnerabilidades acrescidas de alguns grupos, como o das mulheres negras pobres.”

A falta de proteção não aumenta apenas os riscos de se contrair o HIV. Está aumentando também a incidência de outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como a sífilis, alerta Luiz Fernando Passoni. Fisiologicamente, a mulher de 50 anos está mais exposta a contrair doenças infecciosas. Como a lubrificação vaginal fica reduzida com a menopausa, aumentam os riscos de lesões, o que abre uma porta para infecções de vários tipos, diz ele.

Outro fator que reduz o uso mais amplo do preservativo é a idade dos parceiros dessas mulheres. “Se eles estão na faixa de 60 a 70 anos, também não têm a cultura da camisinha. E, se usam estimulantes sexuais, aumenta a resistência ao uso do preservativo. No entendimento desse homem, muitas vezes, o ato de colocar a camisinha pode pôr em risco a sua performance. Então, ele prefere não usá-la”, diz a doutora Valéria.

Remédios mudam jogo sexual – O uso de remédios para estimular a ereção também trouxe um novo componente ao jogo sexual. Se, por um lado, prolongou a vida sexual de muitos casais de meia-idade, aumentou a chance de o homem ter outras parceiras, o que põe em risco a saúde da mulher que desconhece esse comportamento ou confia na fidelidade dele, atesta a infectologista do Hospital do Fundão. Mas não é só. Essa mulher de 50, diz a médica, sai mais à noite, tem uma vida social mais intensa, pratica atividade física e acaba tendo uma vida sexual mais ativa do que no passado, mas acaba não se prevenindo.

Quando a infecção ocorre por meio de um parceiro fixo, as mulheres se sentem mais à vontade para dizer que “o marido trouxe a doença para dentro de casa”. No entanto, se o contágio se dá a partir da relação com um parceiro eventual, a mulher nessa idade, por vergonha, tenta esconder o fato da família, o que pode atrasar o início do tratamento.

A psicóloga Marlene Zornitta estudou o assunto. Ela é autora de uma tese de Mestrado (2008) para Fiocruz sobre a infecção por HIV em homens e mulheres acima dos 50 anos e constatou que há muitos estigmas em torno do tema.

“Entrevistei pacientes daqui (do Hospital Clementino Fraga Filho). A ideia em geral era de que mulheres mais velhas só eram infectadas pelo marido. Isso realmente é maioria, mas há casos de pessoas nessa faixa de idade que viviam sozinhas ou tinham se separado e se encontravam para ter relações sexuais. Ou seja, descobre-se que há uma dose de moralismo nessa discussão. Alguns homens, que passaram a usar estimulantes sexuais, tipo Viagra, se sentiram mais jovens e passaram a admitir suas preferências por outros homens ou optaram por ter múltiplas parceiras. Uma das principais questões desse grupo que entrevistei é que, muitas vezes, os filhos não querem admitir o exercício da sexualidade dos pais. Nesses casos, fica ainda difícil admitir que a infecção deu-se com  parceiros eventuais. Principalmente, se for o caso da mãe”, afirma a psicóloga.

Atualmente, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão, faz o acompanhamento de 1.500 pacientes com HIV/Aids. Segundo a doutora Valéria Ribeiro Gomes, deste total, 25% estão na faixa de 50 anos ou mais e destes, 10% são mulheres. “Raramente tínhamos pacientes com HIV/Aids nessa faixa de idade. O normal era dos 20 aos 40 anos. Mas, de dez anos para cá, esse quadro vem mudando”, diz ela.

Moralismo atrapalha tratamento – O véu de moralismo sobre a questão acaba produzindo consequências nefastas para o controle e o tratamento das mulheres soropositivas. É comum a resistência dos médicos em considerar que o paciente mais velho possa ter HIV/Aids. Nessa idade, ao ouvir as queixas do paciente, o médico pensa em câncer, doenças cardíacas e demora a pedir a sorologia, afirma a doutora Valéria.

“O diagnóstico do HIV fica por exclusão e isso pode retardar o tratamento. Além disso, nessa idade, geralmente, a paciente já tem outros problemas de saúde, como hipertensão, diabetes, osteoporose e passa a ter de tomar os medicamentos antirretrovirais”, diz.

“É preciso estimular as pessoas a fazerem o teste (para saber se tem HIV). Há muita gente que tem medo, que prefere não saber, mas é melhor saber porque o governo dá o tratamento. É importante tomar os medicamentos porque, assim, a pessoa bloqueia a multiplicação do vírus, preserva sua imunidade e evita  infecções oportunistas”, afirma o médico infectologista Luiz Fernando Cabral Passoni, do Hospital dos Servidores.

A abertura para a discussão sobre o tema de HIV/Aids é fundamental para o avanço das políticas públicas e para que se consiga deter o avanço da infecção e da doença (entenda aqui as diferenças entre HIV e Aids).

“Quando voltei de Genebra, em 2013, após 15 anos fora do país, vi o quanto a Aids tinha saído do debate no Brasil. Precisamos fazer um esforço para recolocar o tema em discussão. Perdemos muito em visibilidade e não se pode debater só a questão do acesso a novos medicamentos. Para chegarmos ao fim da epidemia, precisamos discutir saúde sexual e reprodutiva”, afirma Georgiana Braga-Orillard, da Unaids Brasil.

Outro ponto relevante é a descentralização dos serviços de saúde pública para HIV/Aids. Se, por um lado, ela facilita o acesso ao tratamento, porque não exige o deslocamento do paciente por grandes distâncias, por outro, pode levar muita gente a desistir. Algumas mulheres se sentem constrangidas de ir a um posto de saúde perto de casa para fazer os testes, se cadastrar e ter acesso aos medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  “Muitas vezes, o agente de saúde é um vizinho e a mulher fica com vergonha de falar da doença”, afirma a doutora Valéria. Hoje, o Hospital do Fundão recebe e trata pacientes de fora do Rio, da Baixada Fluminense, do Espírito Santo e até de Fernando de Noronha. “São pacientes em quadro estável e as consultas são feitas a cada quatro ou seis meses”.

A melhora na qualidade de vida dos pacientes com HIV/Aids também, de certa forma, contribui para consolidar a imagem de que o vírus não é mais o fantasma do passado. Acredita-se que a Aids não mata como antes. Mulheres que foram infectadas com 20 ou 30 anos agora chegam aos 50 com qualidade de vida bem razoável. Mas como se dá a mudança hormonal e psicológica para essas pacientes? “Elas se sentem mais seguras, mais donas de si, independentes, se cuidam, viajam, estudam, trabalham e algumas são verdadeiras feministas”, diz a doutora Valéria.

As estatísticas mostram que, de 1980 até junho de 2015, houve 798.366 casos de Aids registrados no Brasil. Destes, 35% eram mulheres. O total de óbitos registrado em decorrência de Aids até dezembro de 2014 é de 290.929 pessoas. Destes, 71,2% (206.991) são homens e 28,8% (83.820), mulheres. Destas, 12.921 (ou seja, mais de 15%) são de mulheres acima de 50 anos. 

Waldelis dos Santos, vai fazer 69 anos em dezembro, e faz tratamento há duas décadas. Contraiu o vírus aos 47 anos do próprio marido. Foto: Ana Lúcia Araújo

Waldelis dos Santos vai fazer 69 anos em dezembro e faz tratamento há duas décadas. Contraiu o vírus aos 47 anos do marido./ Foto: Ana Lúcia Araújo

Novos tempos para os pacientes – Morre-se menos de Aids hoje e a qualidade de vida de quem tem o vírus, indiscutivelmente, é muito melhor do que nos primeiros anos da epidemia. Os remédios tornaram-se bem mais fáceis de ser administrados, com menos reações adversas. Nada que se compare aos efeitos colaterais dos coquetéis importados de AZT dos anos 90. Muitas vezes, é administrada uma única dosagem à noite ou, no máximo, três doses durante o dia. São cerca de 20 medicamentos antirretrovirais combinados.

Os efeitos colaterais, claro, existem e não são poucos. Muitas vezes, atingem o Sistema Nervoso Central (SNC), com reações que vão de tonturas a insônias, podendo ocasionar alucinações no início do tratamento. Há também relatos de enjoos, amarelamento nos olhos e, frequentemente, lipodistrofia, que é a distribuição irregular de gordura pelo corpo. Nesses casos, há perda de gordura nos glúteos, em pernas e braços e aumento no abdômen e no pescoço.

Com tantas reações adversas, de que forma o tratamento impacta na vida de mulheres que entram na menopausa e já sofrem com a baixa hormonal? “O tratamento é mais perverso após a menopausa porque um dos medicamentos usados no coquetel, o tenofovir, causa osteopenia e as mulheres nessa idade já têm perda de massa óssea”, explica a doutora Valéria.

As pacientes que já estão em tratamento há alguns anos, geralmente chegam aos 50 anos com um quadro estabilizado. Como nessa idade, a pessoa já enfrenta distúrbios metabólicos e, quando se trata com os antirretrovirais, tem mais chance de ficar diabética, de ter osteoporose e envelhecimento precoce, e de passar por processo de dislipidemia (acúmulos de gordura no sangue).

A aposentada Waldelis dos Santos, que vai fazer 69 anos em dezembro, faz tratamento há duas décadas. Soube que tinha sido infectada por HIV aos 47 anos. “Meu marido morreu dessa doença eu ajudei a cuidar dele. Era um boêmio. Mais ou menos um ano e meio depois que ele morreu, comecei a sentir os sintomas. Minha perna ficou enrugada e escamosa, tinha resfriados fortes e seguidos. Fui ao posto de saúde aqui perto, em Nova Iguaçu, e eles me encaminharam para o Hospital do Fundão. Então, me disseram que eu estava com o vírus. Eu não quis aceitar. É um fardo muito pesado para se carregar. Você é muito discriminado”, diz ela, acrescentando que, por muitos anos, só sua família tinha conhecimento da doença.

Com dois filhos (um de 48 e outro de 40 e dois netos, uma menina de quatro anos e um rapaz de 18), ela casou-se novamente e admite: “Teve uma fase em que eu não queria aceitar (que tinha o vírus) e já me relacionava com meu atual marido sem preservativo. Hoje, a gente não transa mais, somos amigos, mas, durante todo esse tempo, eu não passei o vírus para ele, que inclusive é doador de sangue”. 

Quando pergunto o que ela gostaria de dizer para as mulheres, é taxativa: “Elas devem se cuidar e usar a camisinha. Hoje tem camisinha para os dois, para homem e para mulher…”

Waldelis garante que hoje se sente bem, toma os remédios duas vezes por dia. No meio da conversa, faz uma revelação. Conta que esteve recentemente num templo evangélico e participou de reuniões entre uma sexta-feira e um domingo.  Diz que conversou com Deus e hoje acredita que está curada. “Antes, eu não queria falar sobre a doença, só minha família sabia. Mas, naquele momento, saí da escuridão”.  Waldelis, no entanto, continua tomando seus medicamentos diariamente.

Políticas ignoram as diferenças – “Você pode viver com HIV/Aids, mas é melhor viver sem”, resume Silvia Aloia, de 46 anos, ativista, há quatro anos liderando o Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, no Sul do país. Uruguaia, ela vive no Brasil desde os 12 anos. Cursa Administração em Sistemas e Serviços de Saúde na UERGS, é casada com Everton e avó de Agatha, de oito meses.

Silvia, com a filha e a neta: "Você pode viver com HIV/Aids, mas é melhor viver sem". / Fotos de Ana Lúcia Araújo

Silvia, com a filha e a neta: “Você pode viver com HIV/Aids, mas é melhor viver sem”. / Fotos de Ana Lúcia Araújo

“Nós mulheres somos multifacetadas, temos sobrecarga de trabalho, de estudo, cuidamos da família e trabalhamos … A gente faz muita coisa e tem uma chance maior de adoecimento, precisa se cuidar. No caso da mulher de 50, o que se vê é que ela ganhou autonomia, pode se separar do companheiro, mas não se enxerga vulnerável ao risco”, afirma Silvia.

“O tratamento é oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas falta acesso a novos medicamentos, faltam médicos e políticas de prevenção. Hoje, as pessoas com HIV/Aids têm uma qualidade de vida melhor e acesso a novas tecnologias, mas precisam se prevenir, não podem banalizar os cuidados. Receber um diagnóstico há 30 anos ou hoje ainda é impactante, por conta do estigma e do preconceito. A adesão ao tratamento é uma adesão à vida, não depende somente da tomada diária de medicamentos e sim de diversos fatores que incluem a qualidade de vida”, diz Silvia Aloia.

“Não é fácil tomar medicamentos todos os dias, ter efeitos adversos, ter envelhecimento e menopausa precoces… As políticas públicas não levam em consideração as diferenças entre homens e mulheres, não há diferenciação dos efeitos do HIV e dos tratamentos nos corpos femininos. Somos muito diferentes”, afirma a ativista.

Casada novamente há cinco anos, Silvia conta que seu atual marido não tem HIV. Eles se conheceram quando ela tinha 19 anos e se reencontraram tempos depois. “Faço faculdade, falo muito de Aids, mas não deixo minha história pessoal prevalecer. Quero meu espaço. O que a gente precisa discutir é que, muitas vezes, as infecções estão relacionadas a casos de violência, de uso de álcool, somado ainda a diversos retrocessos ligados a forças fundamentalistas. É preciso levantar essa bandeira e olhar as mulheres na sua integralidade e na sua diversidade, inclusive incorporando as transexuais”.

Nos próximos dias 22 a 25 de setembro, Silvia Aloia estará coordenando o VII Encontro Nacional do  Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, no Hotel Continental, em Porto Alegre. O tema é  “Olha elas… na sua integralidade e diversidade”. Mais informações no https://www.facebook.com/cidadasposithivas

Cristina Alves

Cristina Alves

Tem um gostinho especial por trabalhar em equipe. Carioca, criada no Méier, subúrbio do Rio, tem experiência de mais de 25 anos de jornalismo diário. Participou da cobertura e/ou edição de todos os planos de estabilização do Brasil pós-redemocratização. Sua relação com o jornalismo econômico começou quando era “foca” no “Jornal do Commercio” e ainda cursava a Escola de Comunicação da UFRJ, onde se graduou. Fez especialização em Políticas Públicas na UFRJ e tem MBA de Petróleo e Gás pela Coppe-UFRJ. Trabalhou ainda no “Jornal do Brasil” e em “O Globo”, onde foi editora de Economia entre 2007 e 2014, depois de atuar como repórter e subeditora. Cobriu por diversas vezes o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Desenvolveu diversos produtos editoriais para plataformas impressa e digital. Hoje, é sócia da empresa Nau Comunicação. Casada, é mãe de João e Antônio. Adora mergulhar num bom livro.

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